quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Virada?


Fim de ano é sempre igual
A gente corre, corre, corre
E o ano, estático, se acaba

sábado, 22 de dezembro de 2007

Um tal de Natal

O pior dia da minha vida foi quando cheguei, de mau humor, logo de manhã cedo, é impossível ter bom humor logo de manhã cedo, apenas os macrobióticos fingem que conseguem, no trabalho e resolvi falar a verdade numa única frase:

- Eu não suporto mais o Natal!

Uma exclamação apenas. Da boca pra fora. Mas que fez todos me olharem com se fosse a reencarnação do Bin Laden, ainda vivo. Notei o mal estar. Tentei remediar. Como diz o ditado: “remediado, remédio adiado está.”

Como podia eu não gostar do Natal? Afinal, todos sorriem para o Natal. O Natal está sempre presente. O Natal dá presentes. Presenteia. Mas, o rei do mau humor, decide não gostar do Natal. Logo do Natal e no dia 24 de dezembro.

Notei nos olhares a discórdia. Com o Natal tudo vale a pena. O Natal encanta. Canta. É alegre. Iluminado. Toca música. Festeja. Tudo bem que com ele você gasta muito mais, está sempre inventando festas, mas é para a confraternização. E eu, logo cedo, resolvo não gostar do Natal.

Até então, todos me achavam uma pessoa divertida, bem humorada, sempre com uma piada para resolver um mal entendido, com senso de oportunidade. Mas, não gostar do Natal, notei, era imperdoável.

Lamentei ter acordado. Lamentei o dia. Lamentei a frase. Lamentei até lamentar toda a situação, pois, por mais que, naquele momento, não gostasse dele, o Natal era meu maior amigo de infância.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

B

a
l
a

p e r d i d a


Em menos de um segundo
Perdeu seu mundo
No surdo estampido
Ficou mudo
De corpo caído
Moribundo
Destino traído
No chão imundo
Do sangue escorrido
Tudo perdido
Em menos de um segundo

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Um tiro na alegria

Deu na Folha de São Paulo

A guerra do tráfico no Rio de Janeiro quase acabou com a festa de Natal de cerca de 700 crianças de três favelas do complexo da Maré, na zona norte da cidade. Um helicóptero que levava o Papai Noel até a favela Baixada do Sapateiro, foi atingido por dois tiros. (...) A polícia atribui o taque à rivalidade entre traficantes que controlam a venda de drogas nas duas favelas. A ADA (Amigos dos Amigos), nota do blog: mui amigos, e o TCP (Terceiro Comando Puro), nota blog: alguma alusão ao produto?

Nota do blog: Sobre sua vida o Papai Noel carioca revelou: “Eu trabalho como palhaço. Só no final do ano atuo como Papai Noel.”

Matéria do caderno Cotidiano do dia 18 de dezembro, página C4.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Da natureza


Entendi a masculinidade do vento
Sutil e ágil no intento
De sempre inflar os vestidos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Mordaça




Calei minha boca com cola potente
Colando meus lábios em ação louca
Selei o desejo sempre impertinente
De procurar vida em outra boca

domingo, 16 de dezembro de 2007

Opa cidades


As janelas
Do moderno
Refletem
O externo
O isolamento
O impenetrável
Até da luz
Do sol
Da vida
Escondem o inferno
Pelicularizado
Do moderno

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O atraso divino

Subindo ladeira pode parecer uma expressão incomum, ou incômoda, para começar uma crônica, até para mim mesmo, mas era exatamente o quer fazia. Atrasado. Atrasado como o dia-a-dia da vida moderna, onde todos sempre estão atrasados. Podemos nem mesmo estar indo para algum compromisso ou lugar determinado, mas, basta alguém parar-nos, seja para o que for, e ficamos atrasados.

- Desculpe, mas estou atrasado. Escapamos polidamente, às vezes perdendo a maior oportunidade das nossas vidas. As oportunidades nunca nos chegam carimbadas: “OPORTUNIDADE”. Temos que senti-las.

Voltando a ladeira, ou a subida, atrasado, e suando tudo o que um calor infernal me obrigava, apesar de nunca ter estado no inferno; sempre foi a imagem que fiz do sacrifício desde as intermináveis catequeses para a primeira eucaristia, fui parado, em meio morro, por um sorriso de uma morena jovial, sem pressa e com a frase pronta saindo dos lábios que beijaria, não estivesse subindo a ladeira e atrasado:

- Posso colocar essa chamada do senhor no seu bolso? Poderia, no meu mais puro sarcasmo agnóstico, compendiar sobre a inexistência de deus, qualquer que seja, mas estava atrasado e os atrasados sempre concordam com as piores circunstâncias. Concordei meneando a cabeça para não criar nem mesmo o laço verbal. Mas os que não têm pressa são persistentes.

- Jesus te ama e você (ai até meu atraso ficou pasmo com a concordância coloquial e sempre errada) é uma alma importante para ele. Por pouco não retruquei:

- Sempre disse que ele tinha bom gosto! Mas meu atraso agnóstico lembrou-me do tempo que perderia para explicar uma simples frase. Desde um ateísmo “xingativo”, até a possibilidade de me confundirem com aquela liderança do movimento gay, ops, GLBTTS ou qualquer alfabeto parecido, da Bahia, que levou até Shakespeare e Zumbi dos Palmares para o segmento, me fez engolir a ironia. As ironias não devem ser perdidas. Assim como as boas piadas. Mas estava atrasado.

No ônibus, também atrasado, meu atraso cotidiano permitiu a leitura do panfleto e qual não foi minha surpresa ao ver que a grande, grande não, única oportunidade da minha vida estava se apresentando. Depois dos logotipos da igreja, tudo tem uma marca, o endereço, telefone e até um moderno www para a página de internet, o horário dos programas. As almas sendo salvas com agendamento. Nada mais moderno.

Notei que, civilizadamente, o programa iniciava às 12 horas. Meus olhos brilharam pela grande oportunidade: almoço com Deus, grafo com maiúscula contra meu agnosticismo para ser fiel, agora ele não vai me perdoar, a gráfia do panfleto. Mas, crendices a parte, estava ali, posta, quase a mesa, a minha grande oportunidade. Almoçar com deus e provar para todos, para mim mesmo, que ele existe.

No dia seguinte desmarquei todos os compromissos até às 14 horas, não deveria ser um almoço curto, e cedo tirei meu velho carro da garagem para não correr o risco de perder a oportunidade ímpar por atraso de ônibus. Vesti-me a rigor. O rigor que a oportunidade exigia. Pela primeira vez dirigi sem pressa, até para não correr o perigo de um acidente casual no trânsito, e cheguei ao local do panfleto com grande antecedência. Fechado.

Os desígnios de deus também se atrasam, pensei esperando. Depois de intermináveis cinco minutos as portas se abriram e fui o primeiro a entrar. Nem todos reconhecem as oportunidades, voltei a pensar, satisfeito comigo mesmo.

A cinco minutos para a grande oportunidade e apenas eu e mais algumas pessoas sentadas esperando o maior almoço de nossas vidas. As pessoas realmente não conseguem sentir as oportunidades. Às 12 horas em ponto meu coração disparou feito alarme da hora marcada. Nada aconteceu. Uma música melosa encheu o prédio.

A música e o tempo foram passando e nada. Nem uma luz forte, que sempre imaginei, até pelas conversas com os espiritualistas, mostraria a chegada de deus, acendeu. Levei inclusive meus mais escuros óculos de sol para a possibilidade. Nada. Olhei o relógio. Incrédulo, levantei. Estava atrasado para o meu primeiro compromisso do dia. Não podia esperar mais por deus. Também ele atrasado.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Democracia do século XXI



A regulamentação eleitoral venezuelana tem uma forma de controle de pessoas que já votaram que é, a um só tempo, interessante, criativa e um tanto arcaica. Todas as pessoas que votam inserem o dedo num pote de tinta indelével azul, para ficar marcado que esta pessoa já votou e não pode tentar votar novamente.

Por todas as ruas é possível ver pessoas com o mindinho pintado. “Leva uns três dias para sair completamente”, comentou um eleitor que pediu para não ser identificado. A medida serve para evitar que pessoas com dois ou mais registros no Conselho Nacional eleitoral, como o G1 publicou no final da última semana, possam votar mais de uma vez.

Por Daniel Buarque, do G1, em Caracas

Nota do Blog: E essa é a democracia exaltada pelo presidente Lula. Fica fácil de entender porque. Ele votaria quantas vezes desejasse.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Matemático

Tomei a dose
Não! a doze
Completo

Z o o d i c a l

Ungido
Pela dose

Universal

Dos pares

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Transitando

A bola desce no sinal
V
E
R
D
E
Os carros param

A bola sobe na mão
R

O

C

I

T

L

U

M
o corpo movimenta

Os olhos acompanham
O
V
E
R
M
E
L
H
O

As
CORES
Sem notar o malabarismo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A mira do transigente

Tangi
Meu brado
Solitário
No prado
Não gregário

Alcei
Meu vôo
Unitário
Sem céu
Desnecessário

Vivi
Meu mundo
Imaginário
Inconseqüente
Humanitário

Morri
Vagabundo
Desnecessário
Feito gente
Solitário


R e s s u s c i t e i

No meu inventário

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Foto legenda



Quando uma imagem não pode ter palavras

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Canção Quilombola



Eu vou pedir um Guará
Pra comprá um guaraná
Com prazo pra pagá
Sem garantia te que dá
Mas,
Quem vai controlá
Quem fabrica o Guará
Que paga meu guaraná?
Quem está a fabricá?
Ou os outros, a governá?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

FRASE DA SEMANA

“Uma coisa importante que eu queria chamar a atenção dos empresários espanhol (sic) é que nós poderemos transformar o século 21 no século de mudança da matriz energética para o mundo”. Presidente Lula

Seria somente mais um erro de concordância comum ao nosso presidente se ele não estivesse discursando no Encontro Econômico Brasil-Alemanha e para empresários e autoridades alemães. Ave Lula Bush.

Click e confira o vídeo

sábado, 17 de novembro de 2007

O Brasil no espelho



O Brasil faz de conta
Finge que tem governo
Brinca que tem parlamento
Pensa que tem justiça
Diz que tem povo
Mas o Brasil faz de conta
Que o povo participa
Que a justiça determina
Que o legislativo decide
Que o governo dirige
Fazemos todos de conta
Que somos governados
Que somos representados
Que somos justiçados
Que somos povo
Como um todo
O Brasil faz de conta

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Você é popular?


Você, caro leitor, saberia responder sem titubear o verdadeiro significado do termo: popular? Eu não sabia. Essa era uma dúvida que vinha me acompanhando há muito. De uns tempos para cá a expressão passou a ser usada como significado para quase tudo que envolve ou tem alguma relação com o público.

Políticos sempre chamando para suas ações populares. Lojas vendendo tudo com preços populares. Governo com programas populares. Até o futebol passou a jogar pelo popular. Os atores, cantores, músicos e até os jornalistas são populares.

Para acabar com essa dúvida do que é ser popular recorri ao mais fácil, o dicionário, que explica que popular é “relativo ao povo, comum e usual ao povo”. Achei vago. Se políticos e governantes, cada vez mais, usam o termo, popular não pode ter muito com povo. Políticos e povo nunca combinaram.

Resolvi sair da teoria e dirimir minha dúvida na prática. Se popular é relativo ao povo, fui busca-lo onde tem povo. Queria um lugar simples. Uma farmácia, onde a palavra popular ocupava toda a fachada. Nada melhor. Após dez minutos de absoluta inércia, sem qualquer atendimento, descobri que era preciso pegar uma senha. Outra definição de dicionário para popular é “democrático”, lembrei. Pegar senha representa entrar na fila.

Tudo bem. Melhor enfrentar a democracia da fila. Afinal é um propósito glorio. Depois de mais minutos “indianos” consegui um papel com um número que descobri, imediatamente, estava muito depois daquele que o atendente gritou atrás do balcão. Pelo menos uns 20 acima. Lembrei de um ditado popular: “a paciência é a maior das virtudes”. Mas, mesmo os virtuosos cansam. Quase trinta minutos depois da investida a solução foi procurar outro lugar.

Um restaurante popular. Fila para entrar. Fila para o bufê. Fila para sentar. Fila para pagar. Minha vontade de descobrir o popular não era tão grande. Uma loja popular. Cheia. Pessoas se acotovelando para pegar um simples par de meias. Fila no caixa. Um ônibus. Fila para passar na roleta. Fila para esperar o veículo encostar na plataforma. Fila. Fila. Fila.

Uma nova noção de popular foi se formando a cada investida. Popular é tudo que tem fila, demora e faz as pessoas perderem tempo para conseguir o mínimo. Pelo menos nisso, descobri que popular tem tudo a ver com políticos. Caro leitor, decididamente eu não sou alguém popular. E você?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Cidadania (ou depois do empate heróico)





A cidade recria

Reinventa

Renasce

Cidade própria

Nem paulista

Nem gaúcha

Nem carioca

Cidade própria

Que se apropria

Do cidadão

Que confia

Na sua cidade

Na sua bandeira

Cidade FIGUEIRA

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Telemarketing



O telefone tocou

Alguém desconhecido

Para vender alguma coisa

Desliguei

O telefone tocou

Alguém aborrecido

Por não vender alguma coisa

Indignei

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nos vela

Gostamos das tele
Gostamos das telas
Gostamos de novo
Gostamos de novelas
Do gosto não novo
Gostamos dos rostos
Gostamos do exposto
De nossos desgostos
Gostamos de vê-la
Saber que nos vela
Sofrendo igual
Gostamos do ritual
Gostamos do cotidiano
Gostamos do humano
Entre o bem e o mal

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Metástase

O Supremo suprime
E julga
Não exprime
Subjuga
Não define
Comunga
Não muda
No mudo
Discrimina
E ensina
Todo mundo
Que podia
Mas já não pode
E o eleitor ,

Mudo
Que podia
E já não pode
Suprime o supremo
Vota o voto pobre


O Supremo Tribunal Federal decidiu que o mandato é do partido, menos para os políticos que já trocaram de partido. Voto partido.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

DEU NO JORNAL

Isso é que é "curtura"


Carimbo oficial grafa errado "Congresso"

Folha de São Paulo




Um único carimbo fabricado com pouco zelo em relação à língua portuguesa fez com que milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado trouxessem um "Congreço Nacional" estampado nos cantos inferiores de suas páginas.
O tropeço vocabular está grafado em documentos como medidas provisórias enviadas pelo Executivo. O carimbo, fabricado em meados de agosto, está em documentos com datas até cerca de três semanas atrás, quando finalmente alguém descobriu o erro.
Segundo a Secretaria Geral do Senado, um funcionário da Secretaria de Coordenação do Congresso --que não teve o nome divulgado-- encomendou por conta própria o carimbo, já que o que usava estaria desgastado. Ainda segundo a secretaria, funcionários do Senado passaram desde então a anular manualmente o "Congreço" e a carimbar "Congresso Nacional" ao lado.


Agora fica masi fácil entender porque acabam presidentes da Câmara e do Senado os severinos, renans e tantos outros "doutores".

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cansei do 0800




Todos me roubam
O governo que controla
Os serviços descontrolados
A falta de um Estado
Todos me assaltam
Quando preciso
Me faltam
Precisos na exatidão
De não estar
De me faltar
De não falar
De desligar
De me desarmar
Da arma do cidadão
Única e legal
Reclamação

sábado, 22 de setembro de 2007

Moderna idade




Recebi um torpedo
Era amigo
Mas deu medo
Impreciso
Sem vogais
Consonantado
Sem mais
Codificado

Recebi um e-mail
Era amigo
Achei feio
Impreciso
Só de sinais
Desarticulado
Sem mais
Encriptado


Recebi uma mensagem
Era amiga
Mas deu medo
Tinha uma imagem
Sem palavras
Demonstrado
Sem mais
O imaginado

Mas, ninguém me liga
Diferente
De antigamente

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Desejo em quatro estações



Seus olhos doíam os meus
Num azul celeste de verão
A pele tingida do sol
Brilhava num corpo primaveril
Torci para um rápido outono
A desfolhar a transparente chita
Mas restou-me um calafrio
Nesse inverno solitário de voyeur

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Manchete da semana

Senado brasileiro é o mais caro
e inoperante do mundo

O Senado brasileiro é o mais caro do mundo. A Transparência Brasil informa que cada senador custa mais de R$ 33 milhões por ano. Para fazer exatamente o que, além de chancelar as dezenas de medidas provisórias do Planalto? O comparativo com outros países é impactante.

Um senador americano custa menos da metade: R$ 15 milhões, contra R$ 4 milhões do italiano, R$ 3,4 milhões do alemão, R$ 2,8 milhões (francês) e R$ 1,3 milhão(argentino). Na avaliação, o mais econômico é o senador espanhol, com custo de apenas 850 mil por ano.Outro dado: 37% dos senadores respondem a processos na Justiça, em tribunais superiores, portanto, já condenados em primeira instância
.

Coluna do jornalista Moacir Pereira no Diário Catarinense

Complemento a informação:
O Senado brasileiro virou apenas um apêndice do Executivo, não tendo, ou não honrando, mais uma função institucional. Serve apenas para abrigar ex-governadores, muito respondendo por processos por improbidade administrativa e se salvaguardando no mandato que confere fórum privilegiado.
Não estaria mais do que em tempo de uma real reforma polícia com a extinção do Senado e a adoção de um parlamento legítimo com foto proporcional por número de eleitores?
Até quando os brasileiros agüentaram as afrontas dos políticos corporativistas e corruptos calados?
Opine leitor. Deixe seu comentário.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

FRASE DA SEMANA

"O PT tinha a proposta de acabar com o Senado, mas os próprios senadores resolveram nos tomar essa bandeira"

Do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) para a Folha de São Paulo sobre a não cassação de Re(i)nan Cailheiros.


Conclusão do blog: a manobra da bancada do PT e do Governo Lula, liderada por Ideli Salvati (PT-SC) e com a covarde abstenção de voto de Aloísio Mercadante (PT-SP), reforça o projeto do PT de não ter oposição para Lula e abre caminho para os petistas ficarem, pelo menos, 20 anos no poder. Enfim o eleitor brasileiro conhece a ética do PT, propalada por Lula recentemente. A ética de proteger os grandes e emblemáticos políticos corruptos, já ensaiada no mensalão.
E quanto ao Senado, concordo com o PT, para quê?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Tamanho família

Senadores livram Re(i)nan por 40 a 35
6 covardes se abstiveram de votar



Abriram outra pizzaria
Com nome estranho
Congressamento
Mas o cheiro foi sentido
No momento
Abriram outra pizzaria
Servindo fatias para muitos sabores
No restaurante dos Senadores
Os doutores,
Abriram outra pizzaria
Em Brasília
Quem diria....

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Máxima Darwiniana



Na ótica da mulher
Por melhor que o homem faça
Ou...
...por mais certo que esteja
Ele estará sempre errado

domingo, 9 de setembro de 2007

Criacionismo




Sou eu o não?
A negação
A deus que esteja
Adeus que seja
O deus dos são
Insanos
Humanamente
Que mente
Sendo sem Ser
O não que afirma
Pelo poder
Sou eu o não?
A afirmação
A deus que nega
Adeus que seja
O deus em vão
Insanamente
Potente
Sem o Ser sendo
Ser ou não ser?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Cansei

Cansei de escrever sem ter palavras
Cansei de inventar o nada
Cansei de ir diariamente à lavras
Cansei do vazio da mina
Cansei do que me mina
Cansei de buscar a rima
Cansei do coração desritmado
Cansei até de estar cansado

sábado, 1 de setembro de 2007

FRASE DA SEMANA

“Ninguém tem mais ética e moral que o PT.”

Presidente Lula



Ética de quadrilha também é ética.
Até mafioso tem código de honra.

Minha mesma

Nebulosa

Nebulosa te vais
Como a neblina
Dissipando
Sonhos de menina
Num espraiar
Solitário
Descondensas
Desencantas
Do nada te aproximas
Ofuscas
Desapropriando propriedades
Antes tão próprias
Como um só pólo do imã
Desimantado
Desfigurando
Como a neblina

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Umbigüidade

Quando já não há o escrever

Invento palavras

Recrio-me

terça-feira, 28 de agosto de 2007

FRASE DA SEMANA

"Faltou o Ali-ba-ba"

Frase de Roberto Jefferson, que teve aceito processo criminal pelo STF juntamente com 39 outros envolvidos no mensalão. O ex-minsitro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, e outros dirigentes do PT foram incriminados por "formação de quadrilha".

sábado, 25 de agosto de 2007

Luiz XIV caribenho



Agora tudo muda
Na muda, na calada
Hino, nome, brasão
E até o sol da janela
Tudo pode mudar
Na Venezuela
Até o fuso
Do horário
Confuso
Com o visionário
Que tem as chaves
Para mudar o sol
Como rei só
Definir humanamente
O natural
O universal
Meia hora pra cá
Meia Hora pra lá
Como se fosse sua a Terra
Como se fosse só sua terra
Mandando e mudando
Mudando e mandando
Até no sol do amanhã
Essa precisa explicar:
Hugo Chaves disse em seu programa semanal que vai mudar o fuso horário da Venezuela para que o sol chegue mais cedo para as crianças pobres que acordam mais cedo para chegarem na escola.
Essa ele, ou seria Ele, precisa explicar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Corno indenizado

Nota publicada na edição do dia 24/8/07 do Jornal A Notícia

Minas Gerais

Mulher que traiu pagará indenização

Uma mulher terá de indenizar o ex-marido por traição. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais definiu em R$ 15 mil a indenização que a auxiliar de escritório vai ter de pagar ao antigo cônjuge por danos morais. O processo foi movido porque o homem descobriu que não era pai biológico da filha que nasceu durante o casamento. O exame de DNA confirmou a traição. A mulher alegou que só soube que o marido não era o pai após o resultado do teste de DNA, o que foi contestado pelo ex-marido. Segundo o autor da causa, ela teria escondido a partenidade da criança de propósito.

Se a moda pega...

FRASE DA SEMANA

"Ocultar dinheiro não é lavar dinheiro."

Do advogado, Tales Castelo Branco, que faz a defesa de Duda Mendonça no processo do mensalão no STF. Defesa?

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Transformação

Os jovens têm ideais
Os homens têm idéias
Os poetas, inconseqüentes,
Transformam o homem em jovem feito

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

FRASE DA SEMANA

“A turbulência americana não vai causar problemas ao Brasil”

Para variar, enunciado do sempre informado presidente Lula


Segundo o G1, empresas brasileiras perderam R$ 209 bilhões em menos de um mês de crise.
E o Lula novamente não sabe de nada. Como dizia o antecessor : “assim não dá, assim não é possível”.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Estabeleceu-se o troca-troca

- Vamos lá vai ser bom para os dois.
- Mas isso não é certo.
- Quem disse?
- Todo mundo acha errado.
- Mas ninguém vai ligar, não seremos os únicos.
- Mesmo assim, e a nossa consciência?
- Vai ser bom para nós dois, que se dane a consciência.
- Todo mundo diz que isso é errado.
- Todo mundo não, na nossa condição isso é até normal.
- Normal, normal, não é.
- Muitos já fizeram.
- E falaram deles.
- Mas esqueceram.
- Será?
- Claro. E os que fizeram disseram que foi bom, que fariam de novo.
- Assim você tá me tentando.
- A gente faz. Se você não gostar, não precisa fazer outra vez.
- E se der errado?
- O que poderia dar errado?
- Sei lá. Sermos castigados.
- Todo mundo faz. Ninguém foi castigado até agora.
- Isso é verdade.
- Então. Estamos perdendo tempo. Vamos fazer?
- Tá. Aceito o troca-troca. Mas eu primeiro.


Conversa imaginária entre dois deputados brasileiros após a aprovação pela Câmara Federal de um projeto que concede anistia para os parlamentares que trocaram de partido depois da última eleição e estende até setembro de 2008 a possibilidade de novos troca-trocas. O projeto também possibilita que nos meses de setembro no ano antes das eleições políticos com mandato possam trocar de partido sem perder o mandato. Só para registro, votaram pela aprovação do projeto 292 deputados filiados ao PT, PMDB, PR, PTB e PCdoB.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Contemporizando

Somos programas
Programados
Por mídia
Mitificados
Somos pós

sábado, 11 de agosto de 2007

Frase da semana


"Uma coisa é uma coisa,

outra coisa é outra coisa."


Frase esclarecedora do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que quer proibir a propaganda de cerveja na TV, sobre Lula ter defendido o consumo de cachaça brasileira na Jamaica

sábado, 4 de agosto de 2007

Mea culpa do Silva

Se eu soubesse
Naquela hora
Senhora
Absoluta
Da solidão do botão
Teria tremido
Vacilado
E não premido
A aceitação
Do esquecido
Do não sei não
Se eu soubesse
Mas não sabia
Igual o escolhido
E, por ironia,
Porque não sabia
Sou absolvido
Mas,
Se eu soubesse...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Manchete da semana

Já a minha manchete seria:
Será que ele sabe que é
o presidente do Brasil?

Impotência



A pior espera

É pela hora marcada

Sempre atrasada

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Contrariando a física



A ação não feita
Também volta
Reagente, à porta

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Reflexo

"Toda vez que o avião fecha a porta, entrego minha sorte a Deus"

Presidente Lula


Enquanto isso, a situação tá um INFERNO.
Eu

terça-feira, 24 de julho de 2007

Desassossego

Quando o frio se achega
desaconchega
vem com solidão
tira-me as madrugadas
por esfriá-las
e eu, sem espiá-las.


Quando a solidão chega
desassossega
trazendo-me mais frio
e tremo
e temo
pelo vazio.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O lépido

Há três dias
O céu queimava em São Paulo
O brasileiro morria
A Nação consternava
O povo falava
O governo sumia
Há três dias

Nesta sexta-feira
Lula se pronuncia

Brasileiro, vai tomar no...


Assessor especial do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia,

Top-top-top-top
Faz a mão do ministro
Comemora o sinistro?
Ou alivia a culpa?
Indecoroso
Demonstra o despreparo
De um governo raivoso
De um governar sem preparo.
Top-top-top-top
Faz a mão do ministro
Que na TV assisto
E faço recado entendido
De brasileiro fodido.

terça-feira, 10 de julho de 2007


Novamente fazia força para rodar o volante
Vencer a curva fechada
Tentava manter-se no caminho
Mas esbarrava no opaco reflexo do olhar do homem
Sentava ainda no mesmo lugar
Como no passado
A barba crescida,
Meio preta, meio branca,
Escondia a verdadeira feição
Não parecia alegre, nem era triste
Apenas um homem sentado
Curvado na curva da estrada

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Inveja

Queria caetanear
Brincar com palavras
Quem sabe macunaimanear
Deitar na rede
Aprender a ser chico
E compor em dois nexos
Nos côncavos e convexos
De Caetano
Na preguiçosa rima
De Macunaíma
Na palavra rica
Só chica

terça-feira, 3 de julho de 2007

FRASE DA SEMANA


"Renan tira a vaca do brejo

Roriz é boi de piranha

Eu... vou pro churrasco"

domingo, 1 de julho de 2007

Marasmo

A vida passa
Rápida
Quando se ultrapassa
Lentamente, o dia
Que se adia
Numa trapaça
Sem blefe
Pura ousadia