terça-feira, 29 de março de 2016

Entre o vazio cheio e o cheio de vazio

Submergiu na maré


Vazante

Sabendo que dá pé
Deixando o olhar

Vigilante

A espera da nova maré
Que vem com a lua

                                    Crescente

Para boiar à praia
Aquecendo-se ao sol
Insurgente

sexta-feira, 18 de março de 2016

Verborragia do brasileiro


Poderia parar aqui com esse único verbo.  Mas foi tanta verborragia que não me cabe apenas um. Mentiram-me. Enganaram-me. Esculhambaram-me. Por fim, e não para porem fim, ridicularizaram minha inteligência.
Zombaram do que mais prezo. Minha capacidade intelectual. Tentaram extirpar meu discernimento como charlatões que dizem fazer transplantes de cérebros. Buscaram lobotomizar-me. Sem anestesia.

Tentaram e continuarão tentando. O lograr, sempre logrando. O mentir, sempre mentido. O enganar, sempre enganando. O ludibriar, sempre ludibriando. O ceifar aquele que ainda está pensando. Mas, no descuido, esqueceram do principal verbo: anestesiar.

Agora acordei. Abri os olhos .Respirei fundo. Saí da letargia, que agia.
Agora...
... O Reagente sou eu.

Texto de Chiko Kuneski

quinta-feira, 10 de março de 2016

Volver a frente


O conceito de "direita e esquerda" (ordem alfabética) está ultrapassado pela estrutura econômica, e portanto,  política, que rege o século XXI. Acabou o espaço do maniqueísmo ideológico, usado tanto por um quanto por outro, na nova revolução tecnológica. A velocidade da informação e do seu acesso globalizou as ideias, os conceitos. Acabou expurgando o anacronismo, que se alimentava da demora do movimento das novas teorias sociológicas.

Em alguns países ainda persiste tal anacronismo do pensamento de setores que se apoderaram do Estado “pai” e se empoeiraram dele etereamente, como um vício do pó que cai de suas ideias. Viciados, acham que o Estado é o messias alucinógeno e salvador. Querem detê-lo (no sentido de ter pra si e não parar) custe o que custar. A fuga da realidade que contraria a realidade.

Perderam a capacidade criativa e inovadora para a reprodutiva. Replicadores do passado com palavras de ordem pretéritas e preteridas pelo pensamento contemporâneo mundial. Vomitam vociferações. Vomitam rótulos quando esses lhe servem ideologicamente. Vomitam porque não conseguem entender novos sabores democráticos. Vomitam sempre o anteontem.

O vômito esvazia. Provoca insaciabilidade. Angustia. Mas ainda existem os que preferem continuar buscando o alimento ideológico que só os faz vomitar, sem alimentar. São os dos conceitos com preconceito.  Os arraigados. Os que preferem a mama.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Palavre ando

Já me indaguei porque escrevo?

Esforço inútil , se não leem

Talvez nem as palavras,

Que se auto ditam

Voltam para corrigir-me

Mas, escrevo, escrevo, escrevo

Há os que o fazem por dinheiro

Os escritores por ideologia

Como os solitários mundanos

Ou...

...os que escrevem por inteiro

Os que dialogam com as palavras

Ela sempre têm uma boa história a ser contada

CK