terça-feira, 13 de novembro de 2007

Você é popular?


Você, caro leitor, saberia responder sem titubear o verdadeiro significado do termo: popular? Eu não sabia. Essa era uma dúvida que vinha me acompanhando há muito. De uns tempos para cá a expressão passou a ser usada como significado para quase tudo que envolve ou tem alguma relação com o público.

Políticos sempre chamando para suas ações populares. Lojas vendendo tudo com preços populares. Governo com programas populares. Até o futebol passou a jogar pelo popular. Os atores, cantores, músicos e até os jornalistas são populares.

Para acabar com essa dúvida do que é ser popular recorri ao mais fácil, o dicionário, que explica que popular é “relativo ao povo, comum e usual ao povo”. Achei vago. Se políticos e governantes, cada vez mais, usam o termo, popular não pode ter muito com povo. Políticos e povo nunca combinaram.

Resolvi sair da teoria e dirimir minha dúvida na prática. Se popular é relativo ao povo, fui busca-lo onde tem povo. Queria um lugar simples. Uma farmácia, onde a palavra popular ocupava toda a fachada. Nada melhor. Após dez minutos de absoluta inércia, sem qualquer atendimento, descobri que era preciso pegar uma senha. Outra definição de dicionário para popular é “democrático”, lembrei. Pegar senha representa entrar na fila.

Tudo bem. Melhor enfrentar a democracia da fila. Afinal é um propósito glorio. Depois de mais minutos “indianos” consegui um papel com um número que descobri, imediatamente, estava muito depois daquele que o atendente gritou atrás do balcão. Pelo menos uns 20 acima. Lembrei de um ditado popular: “a paciência é a maior das virtudes”. Mas, mesmo os virtuosos cansam. Quase trinta minutos depois da investida a solução foi procurar outro lugar.

Um restaurante popular. Fila para entrar. Fila para o bufê. Fila para sentar. Fila para pagar. Minha vontade de descobrir o popular não era tão grande. Uma loja popular. Cheia. Pessoas se acotovelando para pegar um simples par de meias. Fila no caixa. Um ônibus. Fila para passar na roleta. Fila para esperar o veículo encostar na plataforma. Fila. Fila. Fila.

Uma nova noção de popular foi se formando a cada investida. Popular é tudo que tem fila, demora e faz as pessoas perderem tempo para conseguir o mínimo. Pelo menos nisso, descobri que popular tem tudo a ver com políticos. Caro leitor, decididamente eu não sou alguém popular. E você?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Cidadania (ou depois do empate heróico)





A cidade recria

Reinventa

Renasce

Cidade própria

Nem paulista

Nem gaúcha

Nem carioca

Cidade própria

Que se apropria

Do cidadão

Que confia

Na sua cidade

Na sua bandeira

Cidade FIGUEIRA

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Telemarketing



O telefone tocou

Alguém desconhecido

Para vender alguma coisa

Desliguei

O telefone tocou

Alguém aborrecido

Por não vender alguma coisa

Indignei

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nos vela

Gostamos das tele
Gostamos das telas
Gostamos de novo
Gostamos de novelas
Do gosto não novo
Gostamos dos rostos
Gostamos do exposto
De nossos desgostos
Gostamos de vê-la
Saber que nos vela
Sofrendo igual
Gostamos do ritual
Gostamos do cotidiano
Gostamos do humano
Entre o bem e o mal

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Metástase

O Supremo suprime
E julga
Não exprime
Subjuga
Não define
Comunga
Não muda
No mudo
Discrimina
E ensina
Todo mundo
Que podia
Mas já não pode
E o eleitor ,

Mudo
Que podia
E já não pode
Suprime o supremo
Vota o voto pobre


O Supremo Tribunal Federal decidiu que o mandato é do partido, menos para os políticos que já trocaram de partido. Voto partido.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

DEU NO JORNAL

Isso é que é "curtura"


Carimbo oficial grafa errado "Congresso"

Folha de São Paulo




Um único carimbo fabricado com pouco zelo em relação à língua portuguesa fez com que milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado trouxessem um "Congreço Nacional" estampado nos cantos inferiores de suas páginas.
O tropeço vocabular está grafado em documentos como medidas provisórias enviadas pelo Executivo. O carimbo, fabricado em meados de agosto, está em documentos com datas até cerca de três semanas atrás, quando finalmente alguém descobriu o erro.
Segundo a Secretaria Geral do Senado, um funcionário da Secretaria de Coordenação do Congresso --que não teve o nome divulgado-- encomendou por conta própria o carimbo, já que o que usava estaria desgastado. Ainda segundo a secretaria, funcionários do Senado passaram desde então a anular manualmente o "Congreço" e a carimbar "Congresso Nacional" ao lado.


Agora fica masi fácil entender porque acabam presidentes da Câmara e do Senado os severinos, renans e tantos outros "doutores".

Empáfia argentina e enganação

Chiko Kuneski Existe uma piada da época em que não havia o politicamente correto que diz: “o melhor negócio do mundo é comprar um argent...