sexta-feira, 7 de agosto de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Viramos #guiados
O
Brasil está vivendo um conceito de democracia novo, mas conquistado. O do pleno
exercício de falar. Ir às ruas, defender pontos de vistas políticos e
ideológicos. Ao mesmo tempo, vem o contra-ataque, fazendo o país passar por uma
surda guerra virtual. Existe uma disputa ideológica nas redes sociais.
Silenciosa. Às vezes despercebida. #guiam o cidadão.
As
ferramentas cibernéticas para aglutinar estão sendo usadas para batalhas
político-ideológicas, onde o falso torna-se verdadeiro. No Brasil atual
desumanizou-se a face (o face). Calou-se o conceito do canto do pássaro
(twitter). O país passa por uma guerra invisível, para defender pontos de vistas e ideologias palpáveis, comandada por robôs cibernéticos. Invisíveis e completamente anônimos. Os “hashtgs” criados pelas hostes da política cibernética iludem, mascaram, praticam falsidades ideológicas. São programados e bem executados por robôs da Internet. Inventados por “robôs humanos”, soldados partidários.
Os números robotizados dos “hashtgs” viram pessoas reias nas contas divulgadas. A repetição maquinal e maquinada assume a vontade do cidadão, como se falasse por ele. Mente, sem que se saiba. Desmente, sem que se saiba. Viraram “pílulas da felicidade”.
Nós,
os usuários das redes sociais, acabamos meros personagens de George Orweel num
1984 #guiados.
terça-feira, 7 de abril de 2015
O ódio está em que fala; não quem ouve
A
nova propaganda política do Partido dos Trabalhadores (PT) veiculada na
televisão começa com uma máxima: “tem gente que odeia PT”.
Não odeio partidos. Abomino mentiras repetidas.
O
“drops televisivo” diz que há quem seja contra o PT porque melhorou a vida do
pobre e isso “enfurece” o rico. Vende um país de conquistas econômicas, quando
a inflação está alta e corrompe até o parco dinheiro que o trabalhador colocou
na caderneta de poupança.
Hoje
os rendimentos da poupança são consumindo pela inflação alta e,
indistintamente, pobres e ricos, perdem. Mais os pobres. Até mesmo com as
maiores taxas de juros praticadas nos últimos anos.
Direitos
históricos dos trabalhadores como o seguro desemprego, auxílio doença e pensões
por morte são suprimidos ou reduzidos. O pobre é punido duas vezes: ao perder o
emprego e ainda não poder contar com o amparo das contribuições ao sistema que
fez por uma vida.
Diz
o apelo televisivo que nunca tantos corruptos estão atrás das grades, mas omite
propositalmente que a maioria está ligada a esquemas do partido para financiar
campanhas.
Prega
conquistas pelo acesso às universidades, mas esconde que milhares desses
estudantes terão que abandonar sua qualificação por má gerência nos programas
de financiamento educacional, assumido até pela presidente em pronunciamento.
Não
dissemino o ódio. Ao contrário; sou democrático e sempre a favor do diálogo.
Quem usa ódio como uma couraça de oprimido o faz propositalmente para
refratá-lo contra os que discordam do seu modo de pensar e agir.
O
ódio vem mais de quem fala dele do que de quem, democraticamente, ouve.
terça-feira, 10 de março de 2015
Sou classe média, branco, urbano e cidadão. Tenho o direito de protestar!
Por Chiko Kuneski
Desde
a campanha presidencial para a reeleição de Dilma o marqueteiro do “partido da
estrela” criou um conceito de ódio, disseminado amplamente nas redes sociais,
que dividiu o Brasil. Criaram a inverdade dos ricos com ódio dos pobres, dos
brancos contra os negros, da burguesia (sic) antagônica crônica dos
trabalhadores. Com seu conceito “odioso” o marketing petista imputou a quem lhe
faz oposição um ódio que vem de suas hostes contra a coragem de discordar de
seu pensamento hegemônico.
Assumo.
Sou classe média, branco e urbano (não burguês, pois não vivo nos burgos
europeus dos séculos XI e XII), mas, acima de tudo, um cidadão brasileiro que tem,
democraticamente, o direito e até o dever, de se manifestar e protestar quando está
sendo lesado e atacado pela corrupção e pelo desgoverno.
Fui
às ruas contra a ditadura e a favor das DIRETAS JÀ, querendo a plena democracia
e o direito de livre expressão. Estava na luta pelo impedimento do presidente
Fernando Collor de Mello, que é bom lembrar os petistas apoiaram, mas que agora
como Senador faz parte da base aliada de Dilma. Exigi e exijo, como brasileiro,
o fim da corrupção política no país, em todos os âmbitos.
Em
todas essas manifestações defendendo a DEMOCRACIA fui, como sou, classe média,
branco e urbano, um cidadão útil, mas agora querem me transformar num golpista
por pensar diferente e discordar do totalitarismo da estrela.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Narrativa sem sentido de um mundo em decomposição
Estilo Bukowski
Meu celular vibrou, intenso
Depois tocou, estridente
Mas o celular não é meu
Apenas comprei e dei-lho
Quem ganhou o presente gritou, estridente
Acho mesmo que entre dentes
- “é contigo"!
Mas não era comigo
Do outro lado da linha uma voz feminina
Afável, me saúda com um
- “tudo joia”?
Não era joia, nem diamante, era falso brilhante
Verborreicamente, sem deixar minha mente respirar
A voz feminina está alegre com minha sorte
Logo eu um azarado
Alerta que fui sorteado.
Mas, sempre tem um porém na vida do azarado
Para ter a sorte tinha que pagar por ela
Bastava recarregar meus créditos, para ganhar
Mais créditos.
Minha vida sempre foi de débitos
Reneguei
Educadamente desconversei e declinei da sorte
Insistência
A voz feminina não aceitou minha resistência
Acreditei mais no meu azar que na minha sorte
Neguei
A voz feminina passou de doce a ousada
Inconveniência
Agitada, vociferou:
- “se não quer é que é burro e não sabe fazer conta”
De certo modo a voz feminina no celular
Descobriu que não sou bom em contas
Prefiro meus contos.
CK
Meu celular vibrou, intenso
Depois tocou, estridente
Mas o celular não é meu
Apenas comprei e dei-lho
Quem ganhou o presente gritou, estridente
Acho mesmo que entre dentes
- “é contigo"!
Mas não era comigo
Do outro lado da linha uma voz feminina
Afável, me saúda com um
- “tudo joia”?
Não era joia, nem diamante, era falso brilhante
Verborreicamente, sem deixar minha mente respirar
A voz feminina está alegre com minha sorte
Logo eu um azarado
Alerta que fui sorteado.
Mas, sempre tem um porém na vida do azarado
Para ter a sorte tinha que pagar por ela
Bastava recarregar meus créditos, para ganhar
Mais créditos.
Minha vida sempre foi de débitos
Reneguei
Educadamente desconversei e declinei da sorte
Insistência
A voz feminina não aceitou minha resistência
Acreditei mais no meu azar que na minha sorte
Neguei
A voz feminina passou de doce a ousada
Inconveniência
Agitada, vociferou:
- “se não quer é que é burro e não sabe fazer conta”
De certo modo a voz feminina no celular
Descobriu que não sou bom em contas
Prefiro meus contos.
CK
domingo, 18 de janeiro de 2015
O justo julgamento
Faz
tempo procuro uma metáfora para a decisão por pênaltis num jogo de futebol.
Talvez seja julgamento. Um julgamento sem jure, sem árbitros. Um ato único onde
promotor e defensor se confrontam na mesma defesa. Da euforia.
É
um ritual que julga sem provas. Apenas se atenta às destrezas. Do promotor que
vai impor sua tese à bola, tentando que ela convença a rede. Do outro lado, o
defensor, que conversa com a bola ao pé do ouvido, procurando demover seu
ímpeto, impiedoso, de convencer a rede com as astúcias do promotor.
Um
jogo de astúcias que começa no lento caminhar do cobrador, o promotor, e da
paciência do goleiro, o defensor. Um caminha pensando como vai convencer a bola
a seu favor, passo por passo, do meio do campo até o púlpito da cobrança do
pênalti. O outro, apenas observa a caminhada e tenta entender quais argumentos
serão usados para convencer a bola. Ele, às vezes, até conversa com as traves.
Mas elas não julgam.
A
bola é a verdadeira juíza que vai exprimir a decisão do julgamento decisivo.
Somente a bola. Cabe ao promotor e ao defensor convencerem-na.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Pigmentos
Meus olhos lacrimejam
Mas não estou triste;
Inversamente
Meus olhos lacrimejam
Pela luz,
Pelo azul, horizontal
Meus olhos lacrimejam
Feridos por mistura de cores
O azul do céu acinzenta
Opaca o verdejar acastanhado
Meus olhos lacrimejam
Lágrimas transparentes
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