quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Triste felicidade ou feliz tristeza?

A humanidade almeja
Coordena, planeja
O simples
Ser feliz
O simples é impossível
Por ser simples demais
Vem em momentos
Como lamentos pela felicidade
A humanidade é triste
Na existência, em essência
É humana demais para ser
Feliz
É terra demais para ser
Feliz
Falta-lhe o sonho
Acordado
Acordado com o real
 
 
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Crônica de um burro televisivo

Os Titãs cantaram: “ a televisão me deixou burro, muito burro demais”.  Mas usaram o programa do Chacrinha, na televisão, para a crítica inteligente. Titãs e Chacrinha foram videntes “plásmicos” em tubos catódicos.

Chacrinha e Titãs projetaram nos meados da década de 80 a burrice que estava por vir. O horário eleitoral gratuito animado do século XXI. O espaço tirado do pensamento mediano do povo, das novelas, dos telejornais, dos humorísticos,  para a mediocridade da propaganda política.

“Democraticamente” obrigatória. Parlatória. Púlpita. “Gratuitamente” paga. Por impostos impostos. Demagogicamente um plasma, fantasmagórico, animado, da época da ditadura, santificada em santinhos, na democracia e na falácia da igualdade dos partidos, de ideias, de ideais nos espaços televisivos.

Como na ditadura, essa democracia de espaços partidários invade nossas casas sem pedir licença. O ditador não precisa de licença. Dita. Nos transgride. Nos impinge à “burrificação” por seus ideais. Usam nosso pseudodireito à informação.

Locutores de voz impostada narram milagres. Políticos falastrões falam, falam, falam. Nada dizem. Falam para um invisível burro televisivo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Nas redes

- What?
Zap...
- Não respondeu! 

- Tava zapeando
Sou multi
- Combo?
- Como?
- Multi o quê?
- Plataformas 
Uso todas
Se informa
- Sou informada
- É conformada!
Se solta
Zapeia
Busca o novo
- Não tenho tempo
- Faz seu tempo
Zapeia
Cria seu tempo
Moderniza
- É que ...
Pausa no teclado
- É meu aniversário
- Putz, amiga...
Sem pausa no teclado
- Nem vi.
CK

domingo, 10 de janeiro de 2016


Poesia do século XXI

O sabre
Sem luz
Apagou
Bateria
Ou falta
Do carregador?
Escureceu

War
Sem star
No breu
Sem estar
Sem mal
Sem bem
Sem luz
Nada
Ou...
Ninguém
Um sabre
Flácido
Um falo
Falho

                        CK

domingo, 8 de novembro de 2015

Os milhões e as migalhas

Chiko Kuneski

Escrevi pela primeira vez uma crônica pelo título. Acho que estou deixando de ser jornalista para viver de economia. Ou de economias.

O locutor foi categórico: “o segundo lugar no brasileirão vale R$ 6 milhões”. E continuou... “o terceiro lugar R$ 4 milhões”. Não falou do campeão (prêmio de R$ 10 milhões).

Meus meros reais suados no dia-a-dia para comprar um ingresso e ir a campo, ou adquirir o direito de ver e ouvir tudo isso “por tubo”, são insignificantes. O torcedor nada mais importa. O jogador é para se expor, se exportar, se importar ou se deportar. O torcedor para pagar.

Somos brasileiros, torcedores , cada um com suas cores, com suas alegrias, alegorias e suas dores, os milhões que viraram milhões.  O futebol virou negócio. Negociável. Não é mais a conquista. A medalha. A marca no peito. O qualitativo é quantitativo.


A glória da conquista está no banco. Nos bancos fora de campo. A firula é contábil. O drible jurídico. O passe pagável. Já falta “pão e circo” nas modernas arenas. Nada mais é de graça. A desgraça chegou ao seu limite: do orgulho desfeito. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O “walking dead” cibernético

Sou um zumbi
Com face
No face
Arrasto-me
Madrugando
Olheiro
De olheiras
Na face
Um morto
Vivo
Atrás de cérebros
Faminto
Cada vez mais
Arrasto-me
Vazio


CK

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

José, Maria e as “madalenas"

Chiko Kuneski

O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria (seria algo sem gênero precoce?) Marin, preso na Suíça por corrupção na FIFA, essa dispensa explicações do que representa,  e extraditado para os Estados Unidos, alegou perante um juiz de Nova Iorque inocência. Concordo com o genérico. Também compartilho da máxima do direito universal de que “todos são inocentes até que se prove e sejam julgados culpados”.

A qualquer cidadão deve ser dado o pleno direito à defesa. Não podemos condenar pela imprensa sensacionalista. Não podemos apedrejar “marias madalenas”, por mera incitação do clamor midiático.

Até “josé”, humano, confuso com o milagre, subjugou-se às forças supremas e as aceitou. “Maria” foi a escolha. “José” achou conveniente acreditar no milagre da fácil multiplicação. O poder supremo tudo proveria. Absolveria. O poder supremo era intocável. Perfeito para José Maria.


José Maria Marin é inocente até que um juiz, ou jure terreno, o julgue culpado. Vai responder em liberdade, comprada por meros 15 milhões de dólares (mais de 55 milhões de reais) de fiança. Pelo menos o poder supremo até agora lhe proveu.

Empáfia argentina e enganação

Chiko Kuneski Existe uma piada da época em que não havia o politicamente correto que diz: “o melhor negócio do mundo é comprar um argent...