sexta-feira, 18 de março de 2016

Verborragia do brasileiro


Poderia parar aqui com esse único verbo.  Mas foi tanta verborragia que não me cabe apenas um. Mentiram-me. Enganaram-me. Esculhambaram-me. Por fim, e não para porem fim, ridicularizaram minha inteligência.
Zombaram do que mais prezo. Minha capacidade intelectual. Tentaram extirpar meu discernimento como charlatões que dizem fazer transplantes de cérebros. Buscaram lobotomizar-me. Sem anestesia.

Tentaram e continuarão tentando. O lograr, sempre logrando. O mentir, sempre mentido. O enganar, sempre enganando. O ludibriar, sempre ludibriando. O ceifar aquele que ainda está pensando. Mas, no descuido, esqueceram do principal verbo: anestesiar.

Agora acordei. Abri os olhos .Respirei fundo. Saí da letargia, que agia.
Agora...
... O Reagente sou eu.

Texto de Chiko Kuneski

quinta-feira, 10 de março de 2016

Volver a frente


O conceito de "direita e esquerda" (ordem alfabética) está ultrapassado pela estrutura econômica, e portanto,  política, que rege o século XXI. Acabou o espaço do maniqueísmo ideológico, usado tanto por um quanto por outro, na nova revolução tecnológica. A velocidade da informação e do seu acesso globalizou as ideias, os conceitos. Acabou expurgando o anacronismo, que se alimentava da demora do movimento das novas teorias sociológicas.

Em alguns países ainda persiste tal anacronismo do pensamento de setores que se apoderaram do Estado “pai” e se empoeiraram dele etereamente, como um vício do pó que cai de suas ideias. Viciados, acham que o Estado é o messias alucinógeno e salvador. Querem detê-lo (no sentido de ter pra si e não parar) custe o que custar. A fuga da realidade que contraria a realidade.

Perderam a capacidade criativa e inovadora para a reprodutiva. Replicadores do passado com palavras de ordem pretéritas e preteridas pelo pensamento contemporâneo mundial. Vomitam vociferações. Vomitam rótulos quando esses lhe servem ideologicamente. Vomitam porque não conseguem entender novos sabores democráticos. Vomitam sempre o anteontem.

O vômito esvazia. Provoca insaciabilidade. Angustia. Mas ainda existem os que preferem continuar buscando o alimento ideológico que só os faz vomitar, sem alimentar. São os dos conceitos com preconceito.  Os arraigados. Os que preferem a mama.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Palavre ando

Já me indaguei porque escrevo?

Esforço inútil , se não leem

Talvez nem as palavras,

Que se auto ditam

Voltam para corrigir-me

Mas, escrevo, escrevo, escrevo

Há os que o fazem por dinheiro

Os escritores por ideologia

Como os solitários mundanos

Ou...

...os que escrevem por inteiro

Os que dialogam com as palavras

Ela sempre têm uma boa história a ser contada

CK

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Triste felicidade ou feliz tristeza?

A humanidade almeja
Coordena, planeja
O simples
Ser feliz
O simples é impossível
Por ser simples demais
Vem em momentos
Como lamentos pela felicidade
A humanidade é triste
Na existência, em essência
É humana demais para ser
Feliz
É terra demais para ser
Feliz
Falta-lhe o sonho
Acordado
Acordado com o real
 
 
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Crônica de um burro televisivo

Os Titãs cantaram: “ a televisão me deixou burro, muito burro demais”.  Mas usaram o programa do Chacrinha, na televisão, para a crítica inteligente. Titãs e Chacrinha foram videntes “plásmicos” em tubos catódicos.

Chacrinha e Titãs projetaram nos meados da década de 80 a burrice que estava por vir. O horário eleitoral gratuito animado do século XXI. O espaço tirado do pensamento mediano do povo, das novelas, dos telejornais, dos humorísticos,  para a mediocridade da propaganda política.

“Democraticamente” obrigatória. Parlatória. Púlpita. “Gratuitamente” paga. Por impostos impostos. Demagogicamente um plasma, fantasmagórico, animado, da época da ditadura, santificada em santinhos, na democracia e na falácia da igualdade dos partidos, de ideias, de ideais nos espaços televisivos.

Como na ditadura, essa democracia de espaços partidários invade nossas casas sem pedir licença. O ditador não precisa de licença. Dita. Nos transgride. Nos impinge à “burrificação” por seus ideais. Usam nosso pseudodireito à informação.

Locutores de voz impostada narram milagres. Políticos falastrões falam, falam, falam. Nada dizem. Falam para um invisível burro televisivo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Nas redes

- What?
Zap...
- Não respondeu! 

- Tava zapeando
Sou multi
- Combo?
- Como?
- Multi o quê?
- Plataformas 
Uso todas
Se informa
- Sou informada
- É conformada!
Se solta
Zapeia
Busca o novo
- Não tenho tempo
- Faz seu tempo
Zapeia
Cria seu tempo
Moderniza
- É que ...
Pausa no teclado
- É meu aniversário
- Putz, amiga...
Sem pausa no teclado
- Nem vi.
CK

domingo, 10 de janeiro de 2016


Poesia do século XXI

O sabre
Sem luz
Apagou
Bateria
Ou falta
Do carregador?
Escureceu

War
Sem star
No breu
Sem estar
Sem mal
Sem bem
Sem luz
Nada
Ou...
Ninguém
Um sabre
Flácido
Um falo
Falho

                        CK

Empáfia argentina e enganação

Chiko Kuneski Existe uma piada da época em que não havia o politicamente correto que diz: “o melhor negócio do mundo é comprar um argent...