quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

Um tal de Natal

O pior dia da minha vida foi quando cheguei, de mau humor, logo de manhã cedo, é impossível ter bom humor logo de manhã cedo, apenas os macrobióticos fingem que conseguem, no trabalho e resolvi falar a verdade numa única frase:

- Eu não suporto mais o Natal!

Uma exclamação apenas. Da boca pra fora. Mas que fez todos me olharem com se fosse a reencarnação do Bin Laden, ainda vivo. Notei o mal estar. Tentei remediar. Como diz o ditado: “remediado, remédio adiado está.”

Como podia eu não gostar do Natal? Afinal, todos sorriem para o Natal. O Natal está sempre presente. O Natal dá presentes. Presenteia. Mas, o rei do mau humor, decide não gostar do Natal. Logo do Natal e no dia 24 de dezembro.

Notei nos olhares a discórdia. Com o Natal tudo vale a pena. O Natal encanta. Canta. É alegre. Iluminado. Toca música. Festeja. Tudo bem que com ele você gasta muito mais, está sempre inventando festas, mas é para a confraternização. E eu, logo cedo, resolvo não gostar do Natal.

Até então, todos me achavam uma pessoa divertida, bem humorada, sempre com uma piada para resolver um mal entendido, com senso de oportunidade. Mas, não gostar do Natal, notei, era imperdoável.

Lamentei ter acordado. Lamentei o dia. Lamentei a frase. Lamentei até lamentar toda a situação, pois, por mais que, naquele momento, não gostasse dele, o Natal era meu maior amigo de infância.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

B

a
l
a

p e r d i d a


Em menos de um segundo
Perdeu seu mundo
No surdo estampido
Ficou mudo
De corpo caído
Moribundo
Destino traído
No chão imundo
Do sangue escorrido
Tudo perdido
Em menos de um segundo

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Um tiro na alegria

Deu na Folha de São Paulo

A guerra do tráfico no Rio de Janeiro quase acabou com a festa de Natal de cerca de 700 crianças de três favelas do complexo da Maré, na zona norte da cidade. Um helicóptero que levava o Papai Noel até a favela Baixada do Sapateiro, foi atingido por dois tiros. (...) A polícia atribui o taque à rivalidade entre traficantes que controlam a venda de drogas nas duas favelas. A ADA (Amigos dos Amigos), nota do blog: mui amigos, e o TCP (Terceiro Comando Puro), nota blog: alguma alusão ao produto?

Nota do blog: Sobre sua vida o Papai Noel carioca revelou: “Eu trabalho como palhaço. Só no final do ano atuo como Papai Noel.”

Matéria do caderno Cotidiano do dia 18 de dezembro, página C4.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Mordaça




Calei minha boca com cola potente
Colando meus lábios em ação louca
Selei o desejo sempre impertinente
De procurar vida em outra boca

domingo, 16 de dezembro de 2007

Opa cidades


As janelas
Do moderno
Refletem
O externo
O isolamento
O impenetrável
Até da luz
Do sol
Da vida
Escondem o inferno
Pelicularizado
Do moderno

Empáfia argentina e enganação

Chiko Kuneski Existe uma piada da época em que não havia o politicamente correto que diz: “o melhor negócio do mundo é comprar um argent...