quinta-feira, 29 de maio de 2008

Com os dois pés no futuro


A liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias numa votação história do Supremo Tribunal Federal tirou o Brasil do passado para impulsioná-lo para um futuro científico e político. A rejeição de uma ação promovida pelo Governo, por meio da Procuradoria Geral da República, motivada por conceitos filosóficos e dogmáticos da religião Católica, desvincula essa ligação estado-religião que ainda se impunha em muitas das ações nacionais.

A decisão sob o cunho jurídico e científico tomada pelos Ministros do STF tem um alcance maior do que a simples possibilidade de se fazer pesquisas. Serve como marco para uma nova relação entre estado e povo. Constitucionalmente, somos uma Nação laica. Como tal, plural no conceito e respeito às religiões e às crenças. A decisão do STF separa o estado da religião. Determina competências. Estabelece parâmetros de atuações.

Precisou o país inteiro parar para discutir o “princípio da vida” para darmos um salto político já vivido por outros países. A liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias, mais do que possibilitar a igualdade do Brasil com outras nações na busca de novas tecnologias a favor da vida e do bem-estar humano, rompeu com o atraso secular do poder da igreja dentro do estado. Num só ato, demos dois passos para o futuro.
Imagem: declaração dos direito do homem e do cidadão

terça-feira, 27 de maio de 2008

Fábula moderna da velha economia

Era uma vez uma contribuição que foi criada por uma fada má drinha com o objetivo de trazer mais saúde às pessoas mais. O rei resolveu contar para todo mundo que tinha achado uma forma para ajudar as pessoas mais pobres, com uma contribuição, mas que essa seria obrigatória, já que era para fazer bem para todo mundo.

Mas, como muitos não gostaram de contribuir obrigatoriamente, a fada má drinha mudou seu nome para CPMF. As letras o povo esquece disse ao rei. A contribuição obrigatória para o bem criada pela fada má drinha tirava mais dinheiro dos pobres do que dos ricos. Os pobres, além de contribuírem obrigatoriamente, pioravam de saúde. Depois de muito tempo contribuindo obrigatoriamente com o rei e a fada má drinha, o povo aproveitou uma chance e se viu livre da CPMF.

Tempos depois, não tanto tempo assim, uma outra fada má drinha, resolveu de novo criar outra contribuição para cuidar da saúde dos pobres. A fada má drinha sabia que não podia dar o mesmo nome à contribuição obrigatória e resolveu contar ao povo outra história e chamar a ajuda a saúde do pobre por outro nome.

O rei, satisfeito, chamou a fada má drinha para contar ao povo que ele, povo, estaria ajudando a saúde do pobre com uma contribuição obrigatória chamada CSS (Contribuição Social para a Saúde). E assim, a fada má drinha e o rei continuaram felizes e o pobre sem dinheiro para comprar os remédios.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Liberdade

Pela liberação imediata das pesquisas com células-tronco embrionárias para que a esperança não morra congelada.


domingo, 25 de maio de 2008

Viva mais, mas sem prazer

A medicina e as pesquisas dia após dia encontram formas e fórmulas para a longevidade. Se vive mais, mesmo em condições de vida que agridem a forma natural de uma vida longa. Vegetais com agrotóxicos, animais com hormônios, pessoas com necessidade de tratamento psicológico por serem diferentes. Gordas. Magras. Altas. Baixas. Despadronizadas.

Mas, apesar de todos os problemas contemporâneos, ou em virtude deles, os médicos e os pesquisadores encontraram o segredo de viver muito mais. E não é nada difícil, basta abdicar do prazer. Siga as determinações. Não coma, não beba, gaste seu tempo em exercícios físicos e viva alguns anos, eles não sabem bem quantos, a mais.

Todos dizem que a gordura e o açúcar são as substâncias que tornam as comidas mais saborosas. Quer viver mais? Corte as gorduras e os açúcares. Tudo magro e tudo “ligth”. Não importa se o desgosto, e aqui é usado literalmente na falta do gosto, é forte. Faça, os médicos mandam, se quiser ter uma vida longa.

Mas não fique triste. Sempre há a compensação. Podemos deixar de comer os sabores das gorduras, dos açúcares, das manteigas, dos laticínios e ainda sentir o prazer de uma boa bebida. Café. Chocolate. Vinho. Cerveja. Destilados. A medicina já comprovou que fazem bem para a saúde e aumentam a longevidade.

Fazem bem mas só até a segunda dose. Quando começam a fazer bem para o presente; são maléficos para o futuro. E passam a ser proibidos. Vinhos: duas taças. Cerveja: duas latas. Uísque: uma dose. Café: mais que duas xícaras viciam o cérebro. Ia esquecendo do chocolate: já tratado como uma dependência química. Tudo é bom quando deixa de ser bom.

Mas não há motivos para o desespero. Para todo problema encontrado pela medicina e pelos pesquisadores há um remédio. Basta estar vivo e poder comprar. Mas, nunca, leia atentamente a bula. Os efeitos colaterais das drogas milagrosas que aumentam nossa vida não têm remédio. Como as gorduras, os açúcares, as bebidas.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Só um flerte

Ela me olhava sem me olhar

Eu a olhava sem me notar

Instintivo, caçador

Nos olhos dela, vazios

Me olhando, sem piscar

Num esmeraldino de dor



Ela me olhava só pra ver

Eu a olhava para ter

Nem que fosse um só olhar

Dos olhos dela, vadios

Direto no meu, a vadear

Esperando o acontecer

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Empáfia argentina e enganação

Chiko Kuneski Existe uma piada da época em que não havia o politicamente correto que diz: “o melhor negócio do mundo é comprar um argent...