segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
Solitário som
A chuva na janela nem mesmo refresca
Mas embala a solidão madrugadora
Mas embala a solidão madrugadora
Viçosa, calma e tênue, vem fresca
Avisando que não será duradoura
Mas tamborila, agradável, o vidro
Fechado para o mundo
Na sua madrugada de som surdo
Cai apenas, sonante
Como uma canção de ninar
Para a solidão e a insônia
Que que teimam nesse acordo absurdo
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
O bisness futebolístico
O sorteio dos Grupos da Copa Libertadores de 2014 certamente
terá duas leituras jornalísticas. Para os esquerdistas de plantão uma festa
fútil, sem a participação do povo, num salão de mesas impecáveis, à quatro
talheres e taças de cristal para os escolhidos, e ainda brindados pela
apresentação de uma orquestra com instrumentos feitos com materiais recicláveis,
vindos do seu lixo. A miséria, mais uma vez servindo aos poderosos.
Já os liberais dirão que é o espetáculo. O uso da orquestra
com instrumentos musicais feitos de materiais reciclável mostra a preocupação de
todo o planeta com o Planeta. Os cristais e os quatro talheres dão a tônica da
importância do evento. O futebol é uma paixão Universal e, como tal, merece
festejos imponentes, de acordo com sua importância na América Latina. É assim
que se faz na Europa e nós temos que ser, pelo menos, parecidos com os
europeus.
Da imagem sobra um som estranho. Garrafas pet, galões de plástico,
madeiras rústicas, fazendo os cristais das mesas vibrarem como um idiofone, num
espetáculo Broadway-circense. Fica a realidade. Cada vez mais o espetáculo do
futebol é mais espetáculo e menos futebol.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Falta de jeito
Sabe quando você esquece das coisas mais simples porque
elas já não fazem mais parte da sua vida? Algo banal como salvar um texto. Muitas
variantes podem acontecer e a ideia "genial" tida há minutos se vai em décimos de
segundos. Mas não existem motivos para salvar o texto se apenas você usa o
leptop. Não tem como perder a inspiração por falta de energia. Tem bateria. O antivírus
é confiável e não vão roupar a inspiração. O sistema faz um backup do último
documento. Para que salvar?
Para salvar de mãos alheias. Físicas. Não virtuais. Para salvar
de gênios hibernes que começam a gostar de escrever no seu teclado. Quem tem
filhos ainda pequenos, sabe dos riscos. Quem não os tem; nem imagina. Até quem
já os teve e agora os filhos lhes trazem os netos, estão desacostumados. Não
contam mais com a velocidade das infantis pernas. Das espertezas das novas
cabeças. Esquecem que é um piscar de olhos e já era.
Já era o texto. A ideia, que corre tão rápida como as
pequenas pernas. Já era a própria inocência de sempre se achar a salvo. Salvo
pela solidão de adulto. Já era o indulto da indiferença da curiosidade. A
soberba da idade. Já era sua Era.
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Empáfia argentina e enganação
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