domingo, 29 de dezembro de 2013

Solitário som



 
A chuva na janela nem mesmo refresca
Mas embala a solidão madrugadora
Viçosa, calma e tênue, vem fresca
Avisando que não será duradoura
Mas tamborila, agradável, o vidro
Fechado para o mundo
Na sua madrugada de som surdo
Cai apenas, sonante
Como uma canção de ninar
Para a solidão e a insônia
Que que teimam nesse acordo absurdo

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