segunda-feira, 13 de abril de 2015

Viramos #guiados

O Brasil está vivendo um conceito de democracia novo, mas conquistado. O do pleno exercício de falar. Ir às ruas, defender pontos de vistas políticos e ideológicos. Ao mesmo tempo, vem o contra-ataque, fazendo o país passar por uma surda guerra virtual. Existe uma disputa ideológica nas redes sociais. Silenciosa. Às vezes despercebida. #guiam o cidadão.

As ferramentas cibernéticas para aglutinar estão sendo usadas para batalhas político-ideológicas, onde o falso torna-se verdadeiro. No Brasil atual desumanizou-se a face (o face). Calou-se o conceito do canto do pássaro (twitter).

O país passa por uma guerra invisível, para defender pontos de vistas e ideologias palpáveis, comandada por robôs cibernéticos. Invisíveis e completamente anônimos.  Os “hashtgs” criados pelas hostes da política cibernética iludem, mascaram, praticam falsidades ideológicas. São programados e bem executados por robôs da Internet. Inventados por “robôs humanos”, soldados partidários.

Os números robotizados dos “hashtgs” viram pessoas reias nas contas divulgadas. A repetição maquinal e maquinada assume a vontade do cidadão, como se falasse por ele. Mente, sem que se saiba. Desmente, sem que se saiba. Viraram “pílulas da felicidade”.

Nós, os usuários das redes sociais, acabamos meros personagens de George Orweel num 1984 #guiados.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O ódio está em que fala; não quem ouve


A nova propaganda política do Partido dos Trabalhadores (PT) veiculada na televisão começa com uma máxima: “tem gente que odeia PT”.


Não odeio partidos. Abomino mentiras repetidas.

O “drops televisivo” diz que há quem seja contra o PT porque melhorou a vida do pobre e isso “enfurece” o rico. Vende um país de conquistas econômicas, quando a inflação está alta e corrompe até o parco dinheiro que o trabalhador colocou na caderneta de poupança.

Hoje os rendimentos da poupança são consumindo pela inflação alta e, indistintamente, pobres e ricos, perdem. Mais os pobres. Até mesmo com as maiores taxas de juros praticadas nos últimos anos.

Direitos históricos dos trabalhadores como o seguro desemprego, auxílio doença e pensões por morte são suprimidos ou reduzidos. O pobre é punido duas vezes: ao perder o emprego e ainda não poder contar com o amparo das contribuições ao sistema que fez por uma vida.

Diz o apelo televisivo que nunca tantos corruptos estão atrás das grades, mas omite propositalmente que a maioria está ligada a esquemas do partido para financiar campanhas.

Prega conquistas pelo acesso às universidades, mas esconde que milhares desses estudantes terão que abandonar sua qualificação por má gerência nos programas de financiamento educacional, assumido até pela presidente em pronunciamento.

Não dissemino o ódio. Ao contrário; sou democrático e sempre a favor do diálogo. Quem usa ódio como uma couraça de oprimido o faz propositalmente para refratá-lo contra os que discordam do seu modo de pensar e agir.

O ódio vem mais de quem fala dele do que de quem, democraticamente, ouve.