quarta-feira, 25 de junho de 2008

O “islamismo” petista

Pesquisas científicas e de renomados nomes da medicina já comprovaram que a ingestão de um cálice de vinho às refeições reduz sensivelmente a possibilidade de doenças cardíacas e infartos. Apenas um cálice. A maioria das pessoas após almoçar ou jantar precisam utilizar seu carro para continuar as atividades normais do dia-a-dia. Um cálice não embriaga, não impede ninguém de continuar a ser produtivo, socialmente útil.

A nova legislação de trânsito sancionada pelo presidente Lula diz o contrário. Um cidadão exemplar, pai de família, que nunca recebeu uma única multa no trânsito, que faz direção defensiva, mas que era acostumado a tomar uma única taça de vinho às refeições, até como remédio, passou a ser um infrator.

Se for apanhado conduzindo um carro, mesmo não estando nem de longe tecnicamente embriagado, o cidadão pagador de impostos, trabalhador, produtivo e lúcido, depois de uma única taça de vinho, considerada salutar para o coração pela medicina, é um criminoso. Pior. Como a lei fala em “zero” de teor alcoólico, até quem faz uso de remédios homeopáticos, que contém álcool na fórmula, está, legalmente, transgredindo a lei. A homeopatia é delinqüente.

A mesma lei que trata com todo o rigor o consumo de álcool ao volante não tem mecanismos para mensurar ou coibir drogas ilícitas. Maconha, cocainha, LSD, Exctase, não podem ser detectados pelo “bafômetro”, agora obrigatórios para os motoristas.

Um cidadão que passou a noite nas badaladas festas “rave”, a base de Exctase, só consome água para se reidratar. Seus reflexos estarão bem mais prejudicados do que o outro cidadão que apenas tomou sua dose “medicinal” de vinho ao jantar com sua família num restaurante. Se ambos forem parados numa blitz e obrigados a fazer o “bafômetro”, pela nova lei imposta, a taça de vinho será presa. Já o êxtase, solto.

Não se trata aqui de defender os motoristas que dirigem alcoolizados. Pelo contrário, o código de trânsito já previa as punições para o delito. Trata-se de defender o direito mínimo do cidadão. A nova legislação, sancionada pelo presidente Lula, sob idealização do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que realiza uma cruzada “islâmica” contra o álcool, expõe a face autoritária do Estado, determina regras ditatoriais ao cidadão. Na prática, a nova lei dá poderes ilimitados para os aparatos do estado e tira do cidadão o direito universal à defesa.

3 comentários:

Maria Quitéria disse...

Muito bom. Totalmente de acordo. Uma crônica lúcida e espero que eles encontrem um meio termo para toda essa esparrela. Não sei, ando me sentindo totalmente discriminada até por ser branca. Tem direito do negro, do índio, do preso e os outros estão cada dia mais vendo seus "direitos" serem alterados e as obrigações aumentando de forma absurda. Sei lá, a coisa tá feia. Excelentes as suas letras. Parabéns!

Anônimo disse...

Mandei um paragrafo pro DC,

um abraço,
Maurício

Anônimo disse...

Mandei um paragrafo pro DC,

um abraço,
Maurício