sexta-feira, 6 de maio de 2016

A inquisição dos políticos

A perseguição dos honestos no Brasil virou obsessiva. Todos os políticos acusados por crimes “agiram estritamente dentro da Lei” e “nunca cometeram” quaisquer dos crimes que lhes foram, ou estão sendo, imputados. Foram ou continuam sendo vítimas de tribunais de exceção.

Collor, Lula, Dilma, Pimentel, Cunha, Renan e até Maluf são meros perseguidos por inimigos políticos. Cada um ao seu tempo. Mas sempre declarando agir “estritamente dentro da Lei.” Dura Lei.

Collor se disse perseguido por Lula, quando o PT mobilizou a militância para pedir seu impedimento. Perdeu o mandato. Voltou e tornou-se aliado do PT e está sendo novamente “acusado injustamente”. Lula se diz perseguido pelos que não suportaram “um operário” como presidente. Dilma acusa de “golpistas” os que a denunciam e vão julgar sua improbidade. Pimentel alega complô de quem perdeu a eleição.

Já Cunha tenta mudar o jogo e acusar os seus acusadores. Revanche. A mesma que o PT o acusa pelo pedido de impedimento de Dilma. Renan se diz tranquilo, nada será provado, pois nunca cometeu crime. Tem reputação intocável, segundo sua defesa.

Chegamos a Maluf. A prova contundente que ser honesto no Brasil é bastante perigoso. Sobrevive as acusações, processos e até pedidos internacionais de prisão por desvios de dinheiro público como a da princesa Odette, do Lago dos Cisnes. Com a leveza de sempre sustentar sua inocência.

Os desonestos do país são os pagadores de impostos de todas as profissões, os emprenderes, os investigadores, os procuradores, os promotores, os juízes. Os trabalhadores. São perseguidores dos políticos ilibados. Existe um grande complô nacional contra “a honestidade” na política.

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