sexta-feira, 1 de abril de 2016

Caverna contemporânea


Perdemos

A capacidade de ler

Nas mídias sociais

Navegamos imagens

Que dissocializam

O pensar;

A escrita;

Pelo olhar

Da não dita

Viramos prés

Inihistóricos

Na busca do passado

Pré-histórico

De comunicar no rabisco

Da imagem imaginária

Para o futuro

Somos gravuras encadernadas

Em coloridos binários

Da caverna tecnológica

Ilógica

Que não permite rodar

Por falta do conceito da roda

Que não deixa arder

Por desconhecer a chama

Que ignora o ler

Pela preguiça da escrita

Cada vez mais proscrita

 

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