sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Panfleteiras

Quem dirige em qualquer cidade já pegou, pelo menos, um panfleto de algum produto quando parou o carro num semáforo. Essa mala direta está se transformando em uma praga moderna com o motorista sendo quase obrigado a pegar o pedaço de papel para seguir em frente. Anunciam tudo com os panfletos de sinal.

Basta parar o carro e logo uma mulher, normalmente jovem, bonita e em roupas que valorizam os atributos físicos, se aproxima com um sorriso metálico e o panfleto na mão. O apelo sexual das entregadoras da propaganda faz a ligação direta da beleza física com o produto. Apartamentos valorizados pelas sacadas dos seios, lançamentos de carros mostrados em bundas apertadas em calças justas e todos os produtos trazidos por belos sorrisos, mesmo que num dia de chuva.

O apelo das entregadoras, que vestem o que mandam, chega até aos generosos decotes que entram pela janela dos veículos seguindo a entrega da publicidade. Quem consegue resistir ao apelo e fechar a cara para a entrega? Os motoristas acabam vencidos pelo encantamento das “modelos” e aceitando o panfleto. Até aqueles que já deixou entrar em seu carro no semáforo anterior onde a mesma tática foi aplicada.

Essa forma agressiva de divulgação, como gostam de dizer alguns publicitários, serve para tentar vender, ou despertar o interesse, de quase tudo. Casa, carro, apartamento, produtos e serviços dos mais diversos. Nada escapa a panfletagem. A fé nessa forma de propagar os produtos chegou inclusive aos responsáveis pelo processo desse marketing direto.

Não estranhe se no próximo semáforo uma linda mulher em roupas sexys e usando do físico para encantar entregar um panfleto fazendo propaganda de uma empresa de panfletagem. Até mesmo esse setor está descobrindo a força dos panfletos. Ou das panfleteiras.

Um comentário:

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

Nada contra! Nada a favor! Só sinto saudade dos panfleteiros estudantis que iam parar nos porões do dops e de lá...
Chikooooo tu me visita, hein? Senão, não volto mais, juro!
(dedos cruzados nas costas,rs)