terça-feira, 25 de março de 2008

Poema para a musa



Olho a lua que me atordoa

cheia, insinuante, só num instante

ela me olha e se atordoa

estático, vazio, só num intante

olho a lua e a imagino expodo-se para outro

espelhando-se no mar para me provocar ciumes

olho a lua e ela me olha

sabemos dos nossos feitiços

mas, ela fica com o espelho;

eu fico só, com o vício

3 comentários:

Ricardo Rayol disse...

e é o vício.

Saramar disse...

Os olhares que atordoam deixam marcas em quem olha, em quem sente sobre si, o olhar.
Ninguém sai só, talvez acompanhados com a saudade.

beijos

♥ Dé ♥ disse...

Sim, e acabou-se o que era dôce ...
Saudações Chiko.