segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sem rancho; por amor à Ilha

A neblina baixa me impede
Ver a cidade
A neblina baixa me pede
Imaginar
A neblina densa me sufoca
Excesso de ar
A neblina que pesa me foca
No navegar
A neblina enfumaça
Embaça
A neblina me passa
Abraça
A Ilha em imaginário
Sonhada
A Ilha fora do armário
Reencontrada

3 comentários:

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

A neblina; "os véus de maya" do Hinduísmo; as brumas de Avalon; são metáforas que demonstram o quanto ainda estamos adormecidos, pois se despertarmos teremos que encarar a nossa realidade individual, social e espiritual...isso machuca. Daí, voltamos a dormir e sonhar. Chiko, você é igual vinho, tá cada vez melhor! Risossss. Abraços, Vanuza

Guilherme disse...

Aprecio o seu estilo, amigo! Agradeço-lhe também a sua visita ao meu artigo, foi um grande incentivo. Guilherme (filho da Vanuza e com orgulho, rs)

Ricardo Rayol disse...

nessa neblina toda podemos fácil perder o porto.